A palavra “beta” já é velha conhecida entre os usuários de computador. Quando aplicada aos softwares, a letra grega indica que um produto está em seu estágio de desenvolvimento e que, por não ser a versão final, pode conter erros. A dúvida agora é: a internet está mudando o sentido desta palavra?
A dúvida foi levantada após o site de análise Pingdom constatar que de 49 produtos oferecidos pela gigante de buscas Google, 22 ainda trazem a marca “beta”, ou seja, 45% deles. O mais interessante, entretanto, é que produtos amplamente usados, que já tiveram mudanças substanciais em seu funcionamento, como é o caso do Gmail, no ar há quatro anos, continuam como beta.
Em um artigo publicado em seu blog, a Pingdom esclarece que o número não inclui os produtos do Google Labs, que trazem aplicações que podem ou não vingar no futuro, mas que se forem incluídos o número de betas subiria para 57%.
Um porta-voz da Google, em contato com o site TechWorld esclareceu que a companhia possui padrões internos muito elevados que devem ser atendidos antes que um produto saia de sua versão beta e que seus engenheiros trabalham para melhorar os produtos cada vez mais.
“Acreditamos que beta tenha um sentido diferente quando ligados às aplicações Web, onde as pessoas esperam melhorias contínuas em produtos. Na Web você não precisa esperar que a nova versão esteja na prateleira ou uma atualização se torne disponível. Melhorias são lançadas conforme são desenvolvidas”, justificou o porta-voz.
O The Inquirer em um artigo intitulado “Quando a Google vai crescer?” aponta que pela justificação de porque o Gmail e outras aplicações Google ainda trazem a marca “beta” qualquer software web nunca sairá da versão de testes.
Alguns usuários ainda desconfiam de que com isso a Google tente se eximir de responsabilidades como suporte técnico ou ainda de ter que assumir falhas maiores descobertas em produtos, conforme noticiou o site Lifehacker.
O site AlleyInsider coloca panos quentes e afirma que pouco importa se estão em beta, já que produtos como Gmail e Google Docs são tão bons quanto qualquer um espera.
A Apple anunciou seu programa iPhone Developer University, que proverá ferramentas de desenvolvimento, teste e depuração de código para universidades. Pelo programa, os alunos serão treinados para a criação de aplicativos para o celular.
O iPhone Developer University abrirá mais as portas da programação de aplicativos não apenas para o portátil iPhone como também para o tocador iPod Touch. As universidades participantes contarão também com um canal para envio de aplicativos para distribuição via App Store, noticiou o site MacRumours.
O programa, disponível apenas para instituições de ensino superior nos Estados Unidos, permitirá oficialmente a abordagem do kit de desenvolvimento para o iPhone e já tem confirmada a participação da Universidade de Stanford, na Califórnia.
Seu primeiro curso se chamará iPhone Application Programming e já possui mais de 80 estudantes registrados. A faculdade anunciou estar trabalhando em um projeto que disponibilizará diversas de suas aplicações web para estudantes também no iPhone.
O programa da Apple é gratuito, mas as instituições interessadas passam por uma triagem mediante o preenchimento de uma ficha. Segundo o site do projeto, o programa apóia a criação de times de desenvolvimento de até 200 estudantes.
Como você pode ver no vídeo acima, o Biomimetric Car Robot Drive ou BR23C, da Nissan, foi projetado para evitar colisões mantendo-se afastado de objetos próximos. A ciência envolvida nesse tipo de anulação de colisão é derivada das abelhas, que se mantêm longe de qualquer coisa que cruze uma zona oval de segurança na frente delas. Abelhas têm campo de visão de 300º; o BR23C usa um tipo de distanciômetro laser. O objetivo da Nissan é diminuir pela metade o número de acidentes de seus veículos até 2015, em comparação com o número de acidentes registrados em 1995. A Nissan espera implantar em breve a tecnologia em carros.
Máquinas fotográficas, tocadores de MP3 e telefones sem fio, entre outros produtos eletrônicos, utilizam pilhas e baterias como principal fonte de energia. Enquanto a primeira opção é fácil de ser comprada, em qualquer supermercado, a segunda custa mais caro e nem sempre vale a pena substituir. Esse é o problema enfrentado, por exemplo, por muitos usuários de computadores portáteis que não sabem usar ou exageram no trato com suas máquinas, inutilizando a capacidade de mobilidade delas mais cedo.
Vale lembrar que uma nova bateria, em alguns casos, pode custar até um terço do valor de um equipamento novo, como acontece com algumas marcas de notebooks. Porém, basta saber usar para que esses componentes durem, em média, três anos.
“Vejo muitas pessoas falando no telefone sem fio, por exemplo, e recolocando na base assim que desliga. Não deixando ele descarregar completamente e causando, em alguns casos, efeito memória”, diz o gerente de produtos da loja de informática local UpGrade InfoShop, Edmar Gomes. A perda na capacidade de recarregar dos produtos pode ser identificada quando você coloca um eletrônico na tomada, ele dá um sinal de carga cheia logo em seguida, mas não consegue ligar ou mesmo descarrega muito rapidamente. “Recebemos muita gente reclamando que a bateria do laptop não carrega mais, por exemplo. E às vezes custa tão caro, que eles acabam preferindo se desfazer das máquinas do que comprar uma nova peça para substituir”, completa ele.
Entenda – As baterias podem ser feitas de NiMn, NiCd e Li-ion. Essa última é a tecnologia mais avançada e popular atualmente, por ser a que causa menos problemas (ela não apresenta efeito memória). Contudo, em todos os casos, se deixadas sem uso, as baterias perdem sua capacidade de recarregar e morrem. Além disso, elas têm um ciclo de vida limitado, que varia entre 500 e 800 cargas e descargas (dependendo do produto, da marca e da qualidade das mesmas).
“Todas têm uma limitação de vida. No caso dos computadores, a melhor maneira de prolongar isso é plugando os equipamentos na tomada e deixá-los ligados na energia elétrica – evitando que o laptop use a bateria e consuma mais um ciclo de vida dela”, conta o gerente sênior de marketing de produto da Dell computadores, Sidnei Shibata.
Como fazer com que as baterias durem mais tempo:
1 – A maioria dos equipamentos eletrônicos vendidos atualmente utiliza baterias de Li-ion, que não apresentam efeito memória (quando ela não consegue mais atingir a carga total).
2 – A vida útil das baterias varia entre 500 e 800 ciclos de vida (carga/descarga) – o que significa uma duração média de dois a três anos. Por isso, evite fazer carga e descarga diariamente, pois a vida útil será reduzida (podendo chegar a menos de um ano).
3 – Nunca retire as baterias, como aquelas de um notebook ou celular, para deixá-las guardadas por muito tempo. Três meses dentro de uma gaveta pode significar o fim das mesmas. Isso irá fazer com que o Li-ion, por exemplo, morra mais cedo e perca a capacidade de carga.
4 – Realize pelo menos uma carga e descarga por semana.
5 – Os notebooks podem ser usados ligados na tomada e com a bateria acoplada. No caso dos equipamentos que não usam ainda baterias de Li-ion, depois de retirá-los da tomada, deixe-os descarregar até pelo menos 1% de sua capacidade antes de recolocá-los na tomada.
6 – Toda vez que você tiver a oportunidade de usar a corrente elétrica, opte por ela.
7 – Se acontecer uma queda de energia por mais de um minuto, retire o cabo de força do notebook e use a bateria até ela chegar a 1% de sua capacidade. Voltando a colocar na tomada depois.
8 – Retirar e colocar a bateria excessivamente pode causar desgastes nos contatos ou deixá-la folgada, causando o mal funcionamento da mesma.
9 – Se usada de maneira correta, as baterias devem atingir entre 50 e 100 ciclos de vida em um ano.
Fonte: dicas da equipe técnica da UpGrade InfoShop.